Mulher teve ferimentos nas mãos e no pescoço e conseguiu ajuda antes de ser arrastada para o banheiro da UPA Universitário.

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A enfermeira de 42 anos, que sofreu uma tentativa de estupro dentro da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, na madrugada desta quarta-feira (26), relata o momento de horror vivido dentro da unidade de saúde, em Campo Grande. A vítima foi agarrada pelo pescoço e quase arrastada para dentro do banheiro por um homem mascarado.

Ao TopMídiaNews, a enfermeira que atua na área há 14 anos contou que essa é o primeiro abuso sexual que sofre na profissão. Segundo o relato da vítima, o criminoso esava dentro da unidade de saúde na área privada para repouso dos médicos quando a atacou.

"Eu saí da emergência e fui ao banheiro que fica localizado na área interna/privada, ao lado dos repousos médicos e de enfermagem.  Ao sair do banheiro, no corredor que fica escuro, por ser área de descanso, ele agarrou meu pescoço e fechou minha boca", lembra.

 
O suspeito fez um som para que a enfermeira ficasse quieta, mas para se defender deu várias cotoveladas no abdômen do criminoso. "Acredito que para se defender, ele tirou a mão da minha boca para proteger o abdômen e nesse momento eu gritei", detalha.

O autor assustou com os gritos, soltou a enfermeira e tentou fugir pela copa, mas não conseguiu. Uma médica que estava descansando apareceu para ajuar a vítima e tentaram segurar o autor que passou por elas novamente, mas conseguiu fugir.

"Tentei parar ele, porém ele se bateu, me empurrou contra um armário de aço que tem no corredor para guarda de pertences dos funcionários,  onde bati minha mão e provocou um ferimento", lembra a vítima.

Com os barulhos, outros funcionários do hospital tentaram segurar o homem que conseguiu se esquivar e entrou em uma sala.

"Ele foi trancado em uma sala, mas quebrou a fechadura da outra porta e conseguiu fugir", conta.

Apavorada, a enfermeira foi até a delegacia registrar o boletim de ocorrência de lesão corporal e tentativa de estupro. Insegura com o ocorrido, o medo era de ter sido morta pelo autor.

"Só penso que hoje eu poderia não estar mais com as minhas filhas porque eu reagi, e se ele tivesse armado, agora poderia estar morta", lamenta.

O caso foi registrado na delegacia. A UPA tem câmeras de segurança que podem ajudar na identificação do suspeito.