Entre os principais alvos, um fazendeiro comprou uma propriedade de gado leiteiro com o dinheiro do tráfico.

Todos os alvos sul-mato-grossenses da Operação Chiusura, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, nesta sexta-feira (28), viviam uma vida de luxo com o dinheiro que era produzido pelo tráfico de drogas.
O núcleo que envolvia essas pessoas era chamado de Sinaloa, referente a uma organização criminosa mexicana, e tinha forte ligação com o estado do Rio Grande do Norte. Nessa região nordestina, a investigação constatou que um dos alvos possuía uma pousada, que também foi fruto do dinheiro do tráfico.
Entre os alvos estão Thiago Gabriel Martins da Silva, o 'Especialista' ou 'Thiaguinho do PCC', Aline Gabriel Brandão, advogada e esposa do líder da facção, o suplente de vereador Ronaldo Cardoso (Podemos), e o enteado dele, Pedro Jorge Martins da Silva.
Em paralelo ao grupo sul-mato-grossense, outros alvos também ostentavam propriedades rurais e outros bens, como o fazendeiro Ricardo Moreira, que comprou uma fazenda de gado leiteiro com o dinheiro do tráfico. A propriedade rural fica em Planaltina, mas atualmente, o investigado estava morando em Santa Catarina.
A propriedade chegou a ganhar um perfil, administrado pelo traficante, em uma rede social. Nela, o criminoso compartilhava momentos de descanso em meio à natureza e aos animais criados no local.
Com estrutura sofisticada e parceria em “alguns negócios” com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), o esquema chegou a utilizar uma fintech sediada em São Paulo. A empresa movimentou cerca de R$ 300 milhões em apenas três meses e o esquema era dividido em núcleos que operavam de forma coordenada em Goiás, Rondônia, DF, Mato Grosso do Sul e no Nordeste.
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