Policiais penais pedem a regulamentação da categoria no Estado.

Após a protesto na Agepen, Policiais Penais buscam apoio de deputados na Assembleia Legislativa
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Em dia simbólico onde é celebrado o Dia do Policial Penal, esta quarta-feira (4) têm sido de protesto da categoria. Após ato na Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), os profissionais ocuparam a Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

“A vinda dos servidores na sequência para a Assembleia é justamente solicitar apoio a todos os deputados para que formem uma comissão, para que possamos conjuntamente ter uma interlocução com o governador; para que ele tenha essa sensibilidade. Não estamos pedindo nada além, nada de vantagem, e sim uma isonomia no tratamento das legislações da polícia penal”, diz o presidente do Sinsap-MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária), André Santiago ao Jornal Midiamax.

Com narizes de palhaço e cartazes, a categoria pede a regulamentação do Estado. Santiago explica que o sindicato já apresentou proposta há dois anos, mas o Governo de MS não cumpriu as datas prometidas para entregar uma resposta.

“Os servidores estão cumprindo toda a sua escala horária prevista em concurso público, mas deixando de realizar os plantões extraordinários. Isso afeta a rotina das unidades prisionais, que já estava defasada mesmo com as horas extras”, relata.

Na última semana, mediante assembleia, o Governo do Estado apresentou calendário e alguns pontos, que não foram aceitos pela categoria. Apesar de buscar apoio, uma comissão não deve ser criada e o assunto acompanhado pela Comissão de Segurança da Alems.

Assembleia Extraordinária da Polícia Penal
Na segunda-feira (2) foi realizada uma assembleia extraordinária da Polícia Penal para debater a proposta apresentada pelo Governo do Estado. Durante a reunião, foram deliberadas decisões que orientam os próximos passos do movimento da categoria.

Decisões aprovadas:

Paridade e Integralidade: Foi o único item da proposta do governo que recebeu aprovação pelos presentes.
Contraproposta entregue ao governo: Estabelecido prazo de análise do governo até o dia 9 de Dezembro.
Horas Extras: O empenho até a presente data dos policiais penais em promover suas capacitações, com seus próprios recursos, compra dos seus próprios uniformes, aguardando um reconhecimento da Categoria, fez com que a maioria dos participantes votassem a favor de manter somente sua carga horária legal, deixando de trabalhar provisoriamente em carga horária extra, conhecida como as horas extras, a fim de sensibilizar o Executivo da união da categoria.
Agora, os policiais mantém o movimento de protestos em locais estratégicos até o dia 9 de dezembro. Os servidores seguem trabalhando em horário normal, mas sem usar os uniformes. O Governo também tem até o dia 9 para apresentar uma contraproposta.