Policiais Penais e detentos, longe mais de três mil quilômetros da Capital, são investigados por tráfico e corrupção em presídio que recebia até garotas de programa.
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Campo Grande está entre as sete cidades alvos na chamada Operação La Catedral, deflagrada hoje (25) pela Polícia Federal para tentar desarticular esquema de corrupção e tráfico em presídio federal.
O presídio em questão fica localizado na zona rural do município pernambucano de Igarassu, longe mais de três mil quilômetros de distância da Capital sul-mato-grossense.
Segundo a PF, em nota, Campo Grande é a única cidade fora de Pernambuco alvo de alguma das medidas, que compreende nove mandados de prisão Preventiva, 12 de busca e apreensão, além de dois afastamentos de função cumpridos em:
Recife,
Paulista,
Goiana,
Carpina,
Abreu e Lima,
Itapissuma
O esquema
Conforme a Polícia Federal, esse grupo está sendo investigado pela prática de diversos crimes, que incluem tráfico de drogas e corrupção, realizados no interior de uma unidade prisional, unindo no mesmo esquema criminoso policiais penais e detentos.
Entre os crimes, informações preliminares indicam que esses investigados podem responder por:
Tráfico
Associação para o tráfico de drogas
Lavagem de dinheiro,
Corrupção,
Prevaricação,
Promoção ou facilitação de ingresso de aparelho telefônico em presídio e
Participação em organização criminosa.
Depois que um detento foi identificado como comandante de práticas ilícitas no presídio, as investigações constataram uma série de "atos de corrupção passiva praticados por policiais penais".
Esse agentes policiais penais estão apontandos, supostamente, como responsáveis por garantir alguns acessos indevidos a sistemas internos para favorecimento de detentos, permitindo até mesmo a entrada facilitade de garotas de programa na unidade prisional.
A Polícia Federal não detalhou, de forma específica, quais braços e/ou eixos do esquema criminoso estão sendo mirados em Campo Grande, com novas informações divulgadas conforme o andamento das apurações do caso.
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