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Isabela Keiko se tornou conhecida no circuito internacional da moda por representar marcas brasileiras. Na sua cartela de clientes estão empresas como a Arezzo, Havaianas, Osklen, Carmen Steffens e Patrícia Bonaldi. Seu escritório também organiza feiras de moda internacionais como a Sur Mode, Prêt à Porter Paris, o Who’s Next e o Première Classe. Em entrevista ao Administradores, Isabela afirmou que as marcas brasileiras que desejam explorar o mercado internacional precisam ter consciência de que esse é um trabalho de “formiguinha”. De acordo com a empresária, exportar exige investimento e persistência.
“A moda brasileira no exterior já deu seus passos, muito se fala, mas existe ainda muito para se fazer. A consolidação de marcas nacionais leva tempo, é trabalho de formiguinha e necessita de investimento e profissionalismo. O Brasil, diferentemente de muitos países, tem que aproveitar que existem ações que favorecem marcas no incentivo às exportações. Os projetos de exportações são um grande diferencial que as empresas devem usufruir a favor do seu desenvolvimento”, afirmou Keiko.
O Brasil clichê na moda
Um aspecto lembrado pela empresária é de que o Brasil ainda não se livrou dos clichês que rodeiam sua imagem. Segundo ela, os compradores estrangeiros ainda buscam uma moda brasileira que seja sensual, conectada com a ideia de um país tropical, ao mesmo tempo em que esperam pontualidade, qualidade e ordem na entrega de seus pedidos.
A identidade brasileira, quando bem explorada, pode gerar cases de sucesso como o da Osklen, que desde o início explorou o DNA brasileiro. “Não é apenas vestir as cores da bandeira. As marcas estrangeiras muitas vezes se apropriam do nosso lifestyle ainda pouco valorizado por marcas nacionais e criam marcas que às vezes se confundem no cenário internacional como marcas brasileiras. Nossa moda praia é lá fora muito copiada. Precisamos valorizar o que temos, da riqueza de nossa arquitetura ao grafite. Felizmente temos exemplos de empresas que têm trabalhado isso como a Osklen”, afirma Keiko.
Ela explica que o mercado brasileiro precisa pensar na diversidade de público e fugir um pouco do jovem e feminino, já que seremos futuramente um país de idosos.
Para quem deseja exportar seus produtos, Isabela aconselha que busque as feiras de negócios no exterior, consideradas portas de entrada para essa etapa. “Vale a pena visitar e conhecer melhor para, dessa forma, melhor elaborar as estratégias da empresa e assim dar um primeiro passo na ampliação de novos negócios”, completa a empresária.
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