Especialistas apontam o que fazer com o dinheiro de acordo com necessidade e perfil do investidor
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O pagamento do primeiro lote da restituição Imposto de Renda deste ano está disponível nos bancos a partir desta segunda-feira, além de residuais dos exercícios de 2008 a 2018. Ainda que haja a tentação de gastar os recursos extras, a recomendação de especialistas é, em primeiro lugar, quitar dívidas pendentes. Depois, investir.
Edmundo Lopes, coordenador de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Anhanguera de Niterói, lembra que a restituição é uma oportunidade para limpar o nome:
— É possível receber um bom desconto na negociação se o pagamento for à vista.
O especialista em investimento e diretor da Trader Brasil Escola de Finanças & Negócios, Flávio Lemos, concorda:
— Dificilmente se consegue um juro de investimento maior que o cobrado em dívidas. A primeira coisa é zerar cartão de crédito e o cheque especial.
Se dívidas não são um problema, deve-se aplicar a quantia. Ressaltando que a escolha da aplicação depende do perfil do investidor - conservador, moderado ou agressivo -, Lemos recomenda que, se os recursos disponíveis são inferiores a R$ 10 mil, o melhor é investir em renda fixa, que garante liquidez, ou seja, o dinheiro pode ser sacado a qualquer momento, para uma emergência.
— A poupança é o pior investimento, depois do título de capitalização. O Tesouro Selic paga a taxa básica de juros (hoje em 6,5% ao ano). Há cobrança de Imposto de Renda mas, ainda assim, mesmo se o dinheiro ficar um único mês já é vantajoso sobre a poupança. O título prefixado também é uma alternativa, em momento de perspectiva de queda de juros — explica.
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