Levantamento considera dados do primeiro trimestre de 2025, comparados ao período correspondente do ano passado. Apesar dos casos, o feminicídio apresentou redução de 36%.

O primeiro trimestre de 2025 apresentou aumento de 10% nos crimes seguidos de mortes em Mato Grosso do Sul, considerando o mesmo período do ano passado. De janeiro a março, foram registrados 119 casos, enquanto no ano de 2024, foram 108 registros.
Feminicídios
A violência contra a mulher resultante em feminicídios no Mato Grosso do Sul apresentou redução no primeiro trimestre em comparação com o ano de 2024. Contudo, os números ainda são expressivos. No ano de 2024, foram registrados 11 casos, número que caiu para 7 neste ano, apresentando uma redução de aproximadamente 36%.
Entre os sete casos registrados, o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, morta aos 42 anos pelo ex-noivo, Caio Nascimento Pereira – uma semana antes do casamento no civil -, ganhou repercussão na imprensa local e nacional. Vanessa foi assassinada em sua residência no final da tarde do dia 13 de abril, no bairro São Francisco, em Campo Grande.
Desse modo, o primeiro trimestre do ano registrou também a morte de Karina Corim, Juliana Domingues, Miriele dos Santos, Emiliana Mendes, Gisele Cristina Oliskowiski e Alessandra da Silva Arruda.
Homicídio doloso
Os casos de homicídios dolosos – que enquadram crimes onde há intenção de matar, ou que assumem o risco de matar outra pessoa, podendo ser simples ou qualificado – são os mais volumosos em Mato Grosso do Sul. Os dados apontam neste primeiro trimestre 106 registros nos casos. Comparado ao período equivalente de 2024, quando foram registrados 99 casos, o aumento foi de 7,07% em 2025.
Entre registros, está o caso de Emílio Vilalba, assassinado no dia 10 de fevereiro, no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. O caso é considerado pela Polícia Civil crime premeditado, conforme apontam as investigações e confissão de adolescente de 16 anos, participante do homicídio.
O grupo teria se reunido um dia antes para arquitetar o crime. Na madrugada do dia 10, eles foram até a casa de Emílio. No local, eles teriam enforcado a vítima até a morte, depois a colocaram em um colchão coberto com um lençol.
Em seguida, os suspeitos levaram Emílio para o quintal do local, onde atearam fogo. Contudo, começou a exalar um forte odor no ambiente, e o grupo decidiu enterrar Emílio, cobrindo seu corpo com folhas e plásticos que estavam no terreno.
Lesão corporal seguida de morte
Entre os crimes que apresentaram redução, está a lesão corporal seguida de morte, caracterizada como um crime preterdoloso. Isso porque o autor tem a intenção de ferir a vítima, mas não deseja matá-la.
Em um comparativo, a redução é mínima em números absolutos, mas significativo na estatística: contra 3 casos do primeiro trimestre deste ano, foram 4 de mortes por lesão corporal no ano passado, uma redução de 25%.
Nos primeiros registros do ano, está o caso do haitiano Mardoche Borgelin, morto aos 35 anos, no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. O crime ocorreu na noite do dia 8 de janeiro. Mardoche, na época, foi brutalmente assassinado com golpes de barra de ferro, pauladas e pedradas. Devido à gravidade do caso, sofreu traumatismo craniano encefálico e ficou com o rosto totalmente desconfigurado.
Roubo seguido de morte (latrocínio)
Entre os Crimes Violentos Letais Intencionais, também está roubo seguido de morte – popularmente conhecido como latrocínio. A tipificação apresentou uma redução de 50%: em Mato Grosso do Sul, no primeiro trimestre de 2024, consta o registro de quatro casos, contra dois registrados neste ano.
Considerado hediondo, o crime vitimou o empresário Edvaldo Alves de Abreu Lima, de 41 anos. Ele entrou para as estatísticas ao ser assassinado com sete facadas e ter o carro – Jeep – roubado, em Nioaque. O crime ocorreu no dia 8 de fevereiro.
Edvaldo era proprietário de uma conveniência na cidade, com pouco mais de 13 mil habitantes, segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os suspeitos abordagem a vítima na sua própria residência, encontrado sem vida, por sua irmã, que havia conseguido entrar na casa e acionar a PM (Polícia Militar).
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